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Ler a Suma Teológica

Um leigo lê a Suma Teológica num debate livre com São Tomás de Aquino.

Autor

Paulo Vasconcelos Jacobina

Jurista, leigo católico, doutorando em Família na Sociedade Contemporânea pela UCSal, mestre em direito econômico pela UFBa, especialista em direito sanitário pela UnB/Fiocruz, especialista em Família na Sociedade Contemporânea pela Fateo/DF, licenciado em filosofia, bacharel em direito e em teologia. Autor de "Direito Penal da Loucura" (ESMPU), "Cartas a Probo" (Ed. Comdeus), "Estado Laico, Povo Religioso" (Ed. LTr), "A Publicidade no Direito do Consumidor" (Ed. Forense) e algumas colaborações em obras coletivas, como "Bioética e Gestão em Saúde" (Ed. Intersaberes).

Primeira parte – questão 7 – artigo 2 – Existe alguma coisa além de Deus que seja infinito por essência? (2 de 2)

Falávamos da diferença que São Tomás faz, na sua resposta sintetizadora, entre as coisas que são infinitas sob algum aspecto (secundum quid) e Deus, que é absolutamente infinito (simpliciter). E nos fala da matéria, que, sob a possibilidade de assumir... Continue lendo →

Primeira parte – questão 7 – artigo 2 – Existe alguma coisa além de Deus que seja infinito por essência? (1 de 2)

Um dia desses, meu filho chegou em casa impressionado com um paradoxo que lhe fora proposto por um colega da escola que se declara ateu. O paradoxo era o seguinte: será que Deus pode criar uma pedra tão grande que... Continue lendo →

Primeira parte – questão 7 – artigo 1. Se Deus é infinito.

Do que exatamente estamos falando quando dizemos que Deus é infinito? As nossas concepções, sempre muito vinculadas ao mundo sensível, tendem a projetar Deus como uma substância imensa preenchendo tudo, por todos os lados, como um corpo imensamente grande do... Continue lendo →

Primeira parte – questão 7 – prólogo – da infinitude de Deus.

Estamos avançando lentamente na imensa catedral gótica que é a Suma Teológica; ora contemplando os detalhes, os pequenos arabescos, relevos, pinturas e esculturas, ora levantando os olhos para contemplar o conjunto do edifício e o seu sentido global. Este é... Continue lendo →

Primeira parte – questão 6 – artigo 4 – Se as coisas são boas pela bondade divina. (2 de 2)

Vamos à resposta sintetizadora de São Tomás, na qual ele esgotará tão bem o assunto que não verá mais a necessidade de responder separadamente aos argumentos adversos iniciais (que, aliás, não serão refutados, mas assumidos e ressignificados). Para começo de... Continue lendo →

Primeira parte – questão 6 – artigo 4 – Se as coisas são boas pela bondade divina. (1 de 2)

Alguém já disse que Deus não é simplesmente bom – ele é a própria bondade subsistente. Se conseguíssemos vislumbrar um ser que fosse a própria bondade, estaríamos vislumbrando Deus. Mas as coisas não são assim tão simples; nós temos uma... Continue lendo →

Primeira parte – questão 6 – artigo 3 – Se somente Deus é essencialmente bom (2 de 2)

No texto anterior, discutíamos, com São Tomás, sobre a diferença entre a bondade de Deus e a bondade das criaturas. Vimos os argumentos iniciais, que colocavam as coisas em termos, digamos, de “excesso de otimismo”; não se tratava de negar... Continue lendo →

Primeira parte – questão 6 – artigo 3 – se somente Deus é essencialmente bom. (1 de 2)

Que Deus é bom, nós já debatemos. A questão que se põe agora é: quão bom é Deus? Que tipo de atributo é a bondade? É alguma coisa que se soma ao ser de Deus? Ser bom é ter bons... Continue lendo →

Primeira parte – questão 6 – artigo 2 – Se Deus é o sumo bem.

No artigo anterior, vimos São Tomás debater de que modo é adequado falar de “bem” com referência a Deus: Deus é chamado de “bom” não simplesmente como uma causa final que, sem provocar ativamente algo em seu efeito, o atrai... Continue lendo →

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