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Ler a Suma Teológica

Um leigo lê a Suma Teológica num debate livre com São Tomás de Aquino.

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Será que existe um mal supremo, que é causa primordial de todo o mal? Primeira parte, questão 49, artigo 3, parte 1 de 3.

Sempre houve, na história da humanidade, uma grande tendência ao maniqueísmo dualista, ou seja, a imaginar que há um princípio divino para o bem e outro para o mal, ou algum tipo de dualidade positivo-negativo, como o Yin-Yang dos orientais;... Continue lendo →

O mal depende do bem para nele existir? Primeira parte, questão 48, artigo 3, parte 2 de 2

No último texto, terminamos exatamente no início da resposta sintetizadora de São Tomás, no ponto em que ele explica que o mal existe no bem como em seu sujeito, ou seja, é de fato o bem que hospeda o mal,... Continue lendo →

Existe o mal nas coisas? Primeira parte, questão 48, artigo 2.

No artigo anterior, vimos que o mal não é uma natureza, ou seja, um “modo de ser” que determinasse intrinsecamente a existência das coisas, de maneira a torná-las substancialmente más por natureza. Descobrimos que o mal não é uma natureza,... Continue lendo →

Será que há algum universo criado além deste? Primeira parte, questão 47, artigo 3, parte 2 de 2.

o texto anterior vimos a hipótese controvertida de que haveria vários universos, e esta hipótese baseia-se na ideia de que, se um é bom, vários seriam ainda melhores. Mas há, aqui, dois graves problemas: 1. A tendência psicológica de fuga... Continue lendo →

A desigualdade entre as coisas provém de Deus? Primeira parte, questão 47, artigo 2.

No artigo anterior, nós discutimos o problema importantíssimo da diversidade na criação. E vimos de que maneira Tomás legitima a diversidade, mostrando que ela decorre da própria vontade divina. A diversidade, diz Tomás, decorre de que a natureza limitada de... Continue lendo →

A multiplicidade, a diversidade e a distinção das coisas vêm de Deus? Primeira parte, questão 47, artigo 1, parte 2 de 2.

No texto anterior, vimos a hipótese controvertida de que a multiplicidade de coisas não vem de Deus, ou seja, segundo esta hipótese, não há legitimidade na diversidade. A diversidade teria outra causa que não Deus; dele viria apenas a uniformidade,... Continue lendo →

Será que a afirmação de que o universo teve um começo é de natureza científica ou trata-se de conhecimento revelado, de ordem teológica? Primeira parte, questão 46, artigo 2, parte 2 de 3

O Big Bang é uma teoria com muito consenso científico, hoje. Que o universo tem uma dinâmica que o relaciona com uma temporalidade, com expansão e contração, parece ser algo muito tranquilamente aceito na academia. Há o afastamento das galáxias,... Continue lendo →

Será que a afirmação de que o universo teve um começo é de natureza científica ou trata-se estritamente de verdade revelada? Primeira parte, questão 46, artigo 2, parte 1 de 3

O fato de que o Big Bang tem, hoje, status de doutrina científica, pode nos levar a concluir que a ideia de que o universo é criatural e tem um início temporal é uma ideia de ordem científica, ou, pelo... Continue lendo →

Podemos dizer que as coisas individualmente consideradas podem ser propriamente chamadas de criaturas? Primeira parte, questão 45, artigo 4, parte 2 de 2

No texto anterior, vimos como a noção de criatura traz uma grande tentação: aplicá-la ao conjunto dos seres, ao ser em si, às formas, e até mesmo à matéria-prima, mas não aos entes, às coisas concretas em sua individualidade existencial.... Continue lendo →

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