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Ler a Suma Teológica

Um leigo lê a Suma Teológica num debate livre com São Tomás de Aquino.

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Primeira parte

Primeira parte – questão 13 – Artigo 1 — Se é possível falar de Deus validamente. (1 de 3)

“Aquilo que não se pode falar, deve-se calar”. É assim que termina o famoso “Tractatus Logico-Philosophicus” de Wittgenstein; é um veto à linguagem religiosa, ou mais especificamente, a qualquer pretensão científica de discursos teológicos. E um veto forte: segundo ele,... Continue lendo →

Primeira parte – Questão 13 – Falar sobre Deus. Preâmbulo.

Depois de discutir, numa longa questão com 13 artigos, o problema do conhecimento de Deus, São Tomás nos introduz agora num problema linguístico: como podemos falar das coisas que conhecemos sobre Deus? Esta relação entre o que falamos e o... Continue lendo →

Primeira Parte – Questão 12 – Artigo 13 – Se pela graça alcançamos um conhecimento de Deus mais elevado do que aquele alcançado pela razão natural. (2 de 2)

Após aquelas breves palavras introdutórias sobre a matéria e sua relevância, passamos agora ao exame do texto deste artigo 13. Bom, já estudamos no artigo anterior qual o limite do conhecimento natural humano, quanto a Deus. A pergunta, aqui, agora,... Continue lendo →

Primeira Parte – Questão 12 – Artigo 13 – Se pela graça alcançamos um conhecimento de Deus mais elevado do que aquele alcançado pela razão natural. (1 de 2)

Que o ser humano é capaz de chegar, pela razão natural, à noção de que há um Deus, isto ficou bem estabelecido no artigo anterior a este, que estudamos em dois textos. Este é um fato que parece comprovado pela... Continue lendo →

Primeira parte – questão 12 – artigo 12 – Se Deus pode ser conhecido pela razão natural. (2 de 2)

No texto anterior, vimos a hipótese adversa, que afirma que não é possível nenhum conhecimento de Deus pela razão natural. E vimos os argumentos, basicamente filosóficos, em favor da hipótese. Agora São Tomás passa a responder, sintetizando. E inicia concedendo... Continue lendo →

Primeira parte – questão 12 – artigo 12 – Se Deus pode ser conhecido pela razão natural. (1 de 2)

São Paulo, na sua Carta aos Romanos, proclama, (1, 19) que o fundamento da responsabilidade ética de todos nós, crentes e descrentes igualmente, com Deus e com os outros, é que “aquilo que é possível conhecer de Deus foi manifestado... Continue lendo →

Primeira parte – Questão 12 – Artigo 11 – Se pode um ser humano, aqui nesta sua vida terrena, ver a Deus em sua essência.

Não dá para encontrar madeira com um detector de metais. Não dá para encontrar-se com Deus, quer dizer, conhecê-lo em essência (para usar a terminologia de São Tomás) a partir de uma vida humana natural, com uma inteligência humana adequada... Continue lendo →

Primeira parte – Questão 12 – Artigo 10 – se aqueles que veem a Deus por essência veem simultaneamente todas as coisas que veem nele.

Aqui, neste artigo, aplicam-se as consequências do que foi estudado no artigo passado. Diferentemente do nosso conhecimento natural, que é sempre sucessivo, e, portanto, temporal, o conhecimento que têm os bem-aventurados não tem este limite: não se submete à sucessão.... Continue lendo →

Primeira parte – Questão 12 – artigo 9 – se aqueles que veem Deus em essência veem as coisas por meio de similitudes. (2 de 2)

Falávamos no texto anterior sobre a visão que os bem-aventurados têm de todas as coisas, a partir da visão que têm da essência de Deus. Vimos como a hipótese levantada por São Tomás, para controverter e iniciar o debate, é... Continue lendo →

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