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Ler a Suma Teológica

Um leigo lê a Suma Teológica num debate livre com São Tomás de Aquino.

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Primeira parte

Primeira parte – questão 14 – artigo 3 – Se Deus compreende a si mesmo.

Vimos, no artigo anterior, de que modo podemos dizer que o autoconhecimento de Deus é perfeito. Aqui, o problema é um tanto complementar: conhecendo-se a si mesmo tão perfeitamente, Deus compreende-se plenamente? A palavra “compreender” tem, aqui, mais de um... Continue lendo →

Primeira parte – questão 14 – Artigo 2 — Se Deus se conhece a si mesmo.

Ao contrário das modernas teorias do conhecimento idealista, que partem cartesianamente do pensamento para chegar às coisas, ou melhor, para “construir” seu objeto, a teoria realista do conhecimento, como São Tomás a desenvolve, parte sempre da interpelação que as próprias... Continue lendo →

Primeira parte – questão 14 – Artigo 1 — Se em Deus há conhecimento (2 de 2)

Vimos, no texto anterior, a noção contemporânea e a noção medieval de ciência, esta última fundamentada em Aristóteles e adotada por São Tomás. Vimos também a hipótese controvertida trazida por ele para o debate, de que não se pode falar... Continue lendo →

Primeira parte – questão 14 – Artigo 1 — Se em Deus há conhecimento (1 de 2)

O que vem na nossa mente quando ouvimos a palavra “ciência”? Pensamos logo num corpo objetivo de conhecimentos capaz de nos dar poder sobre a natureza, permitindo-nos de algum modo compreender o modo de fazê-la trabalhar em nosso favor. A... Continue lendo →

Primeira parte – Questão 14: Do conhecimento de Deus. Palavras introdutórias.

Neste momento, encerramos nossa longa visita à primeira metade do Tratado Sobre Deus Uno, o que tratava da substância divina e do conhecimento que podemos ter sobre ele, e da maneira com que podemos falar dele. Foi um passeio bonito... Continue lendo →

Primeira Parte – Questão 13 – Artigo 12 – Se podemos formar proposições afirmativas verdadeiras sobre Deus. (2 de 2)

Podemos construir proposições afirmativas sobre Deus? Vimos, no texto anterior, a hipótese negativa trazida por São Tomás para provocar o debate, que basicamente surge de uma superposição entre a esfera lógica e a esfera ontológica, bem típica da inteligência humana.... Continue lendo →

Primeira Parte – Questão 13 – Artigo 12 – Se podemos formar proposições afirmativas verdadeiras sobre Deus. (1 de 2)

Estudamos, nesta questão, os debates que São Tomás promoveu acerca da possibilidade de atribuir nomes a Deus, ou seja, de usar palavras para expressar os conceitos que formamos sobre ele – pela via da negação, da excelência ou da causalidade.... Continue lendo →

Primeira parte – questão 13 – artigo 11 – Se que o nome “Aquele que é” é o nome mais próprio para Deus.

Temos caminhado muito nesta grande catedral, aprazível, misteriosa e às vezes quase incompreensível. Ao longo destes sete meses em que tenho publicado minhas notas de estudo sobre a Suma aqui, às vezes sinto uma nostalgia muito real de estar nela.... Continue lendo →

Primeira parte – Questão 13 – artigo 10 – se o nome de Deus é sempre unívoco, quando o usamos para designar aquilo que é Deus por natureza, por semelhança ou por opinião. (3 de 3)

No último texto, tratávamos da importância de compreender o uso analógico das palavras, e como este uso está tão estreitamente relacionado á própria visão tomista da analogia do ser. É por isto que o exemplo que São Tomás nos dá,... Continue lendo →

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