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Ler a Suma Teológica

Um leigo lê a Suma Teológica num debate livre com São Tomás de Aquino.

Autor

Paulo Vasconcelos Jacobina

Jurista, leigo católico, doutorando em Família na Sociedade Contemporânea pela UCSal, mestre em direito econômico pela UFBa, especialista em direito sanitário pela UnB/Fiocruz, especialista em Família na Sociedade Contemporânea pela Fateo/DF, licenciado em filosofia, bacharel em direito e em teologia. Autor de "Direito Penal da Loucura" (ESMPU), "Cartas a Probo" (Ed. Comdeus), "Estado Laico, Povo Religioso" (Ed. LTr), "A Publicidade no Direito do Consumidor" (Ed. Forense) e algumas colaborações em obras coletivas, como "Bioética e Gestão em Saúde" (Ed. Intersaberes).

A razão humana pode vir a descobrir, sem nenhum tipo de Revelação, que Deus é trinitário? (Primeira parte, questão 32, artigo 1, parte 2 de 3)

Vimos, no texto anterior, que o problema colocado, aqui, é o da possibilidade de chegar-se ao conhecimento de que Deus é Trindade a partir apenas da razão humana. Vimos os três argumentos objetores, que resgatam discussões filosóficas e mesmo a... Continue lendo →

A razão humana pode vir a descobrir, sem nenhum tipo de Revelação, que Deus é trinitário? (Primeira parte, questão 32, artigo 1, parte 1 de 3)

É peculiar da fé cristã crer em Deus uno e trino. E esta fé não se cristalizou senão muitos anos depois da ressurreição de Cristo, séculos até. Mistério central para nós, a Trindade ainda hoje é específica da fé cristã,... Continue lendo →

Será que podemos usar a palavra “só” quando nos referimos às pessoas divinas, quanto aos atributos comuns? (Primeira parte, questão 31, artigo 4, parte 2 de 2)

Na primeira parte deste artigo, o problema foi colocado: como podemos usar a palavra “só” para nos referirmos a pessoas divinas, quando estivermos tratando de atributos comuns? É um problema, como vimos, relevante, não somente por causa da fé trinitária,... Continue lendo →

Será que podemos usar a palavra “só” quando nos referimos às pessoas divinas, quanto aos atributos comuns? (Primeira parte, questão 31, artigo 4, parte 1 de 2)

São Tomás propõe aqui a seguinte discussão: podemos usar a "expressão exclusiva" com referência a um "predicado comum" para nos referirmos a um "termo pessoal"?  Este é um daqueles artigos cujo enunciado mesmo já precisa de tradução. O que São... Continue lendo →

Será que podemos dizer que Deus é solitário? (Primeira parte, questão 31, artigo 3)

Eis uma questão que envolve e pressupõe algum conhecimento da lógica e da gramática tal como São Tomás as conheceu, e por isto nos parece áspera e difícil de enfrentar. No entanto, ela trata de algo que é importantíssimo na... Continue lendo →

Em que sentido podemos dizer que o Filho é outro com relação ao Pai? (Primeira parte, questão 31, artigo 2)

  Só quem tem uma profunda relação de amor com alguém sabe como é difícil considerar a pessoa amada como um "outro". A unidade é própria do amor. Aquilo que dói no amado dói em quem ama, e aquilo que... Continue lendo →

Em que sentido a noção de Trindade pode aplicar-se a Deus? (Primeira parte, questão 31, artigo 1, parte 2 de 2)

Como vimos no último texto, estão colocados os termos do debate: afinal, em que sentido a noção de Trindade se aplica a Deus? Vimos os cinco argumentos objetores e o argumento sed contra, retirado do Credo de Atanásio. Veremos agora... Continue lendo →

Em que sentido a noção de Trindade pode aplicar-se a Deus? (Primeira parte, questão 31, artigo 1, parte 1 de 2)

O termo "trindade" (trinitas) foi forjado no calor dos primeiros debates teológicos da antiguidade, em especial por Tertuliano - escritor cristão que viveu entre o final do século II e o início do século III. Tratava-se - e trata-se ainda... Continue lendo →

A noção de “pessoa” pode ser aplicada de modo comum às três pessoas divinas? (primeira parte, questão 30, artigo 4, parte 2 de 2)

A discussão, pois, foi colocada no último texto. Enfrentemos agora a solução proposta por São Tomás. Acrescentaríamos que esta discussão, de certo modo, tornou-se árdua para nós, porque pressupõe uma noção de que a realidade pode ser conhecida em si... Continue lendo →

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