Havendo saído da questão da verdade – e de seu consectário, a questão da falsidade – adentramos agora em outra questão importantíssima: a vida de Deus.
É bom lembrar que, segundo o próprio São Tomás, até a questão 13 lidávamos com a substância divina, considerada em si mesma; da questão 14 à questão 26 tratamos do agir de Deus, da sua dinâmica. E nada pode ser mais essencial para compreender a dinâmica de Deus do que compreender sua vida. E nada pode ser mais relevante para compreender a vida humana do que debater a vida divina, que é, como veremos, a plenitude incondicionada do viver. Na forma analógica de compreender, veremos o que é a vida em sentido próprio, que só pode ser a vida divina, para descobrirmos um pouco mais sobre o que é a vida em sentido derivado, participado, que é a nossa própria vida.
Esta questão 18 divide-se em quatro artigos, que dirigem-se à vida em si mesma, que é a vida divina. Tomás nos propõe debater: 1. Qual é o lugar próprio da vida, 2. O que é a própria vida, 3. Se a vida é própria de Deus e 4. Se em Deus tudo é vida.
Passemos agora ao debate do primeiro artigo: quem vive? Quem está vivo?
É o assunto do próximo texto.
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