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Ler a Suma Teológica

Um leigo lê a Suma Teológica num debate livre com São Tomás de Aquino.

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Primeira parte

Primeira parte – questão 14 – Artigo 11 — Se Deus conhece as coisas singulares. (1 de 2)

Há uma posição gnóstica, que reflete uma velha posição filosófica platônica, de que Deus e a matéria são opostos. Deus é bom, a matéria é má; assim, sendo fonte de toda incognoscibilidade, a matéria é obscura, impenetrável, ela é a... Continue lendo →

Primeira parte – questão 14 – artigo 10 — Se Deus conhece o mal.

Deus não é causa do mal, nem direta, nem indiretamente. Isto nos deixa com uma grande questão, que será discutida neste artigo por São Tomás: se Deus conhece todas as coisas em si mesmo, pelo fato de ser causa primeira... Continue lendo →

Primeira parte – Questão 14 – Artigo 9 — Se Deus tem conhecimento do não-ser. (2 de 2)

A pergunta que estamos debatendo aqui é simples: Deus tem algum conhecimento sobre aquilo que não é? A hipótese controvertida inicial é que ele não pode conhecer de modo algum as coisas que não são. Vimos que há muitos sentidos... Continue lendo →

Primeira parte – Questão 14 – Artigo 9 — Se Deus tem conhecimento do não-ser. (1 de 2)

O ser é, o não ser não é. É o velho aforisma de Parmênides, que prendeu toda a escola filosófica eleata na imobilidade de um ser sólido, rígido, imutável e completamente fora de qualquer possibilidade empírica de conhecimento. Por outro... Continue lendo →

Primeira parte – questão 14 – artigo 8 – Se o conhecimento de Deus é causa das coisas. (2 de 2)

No texto passado, depois de algumas palavras sobre a importância de discutir a relação entre a inteligibilidade da criação e a inteligência de Deus, colocamos a hipótese controvertida inicial de São Tomás, de que o conhecimento de Deus não é... Continue lendo →

Primeira parte – questão 14 – artigo 8 – Se o conhecimento de Deus é causa das coisas. (1 de 2)

No esquema epistemológico de São Tomás, o conhecimento funciona assim: Deus pensa nas coisas, faz com que elas existam, e por isto as coisas têm uma inteligência, um sentido em si mesmas. Nós somos interpelados por estas mesmas coisas, e... Continue lendo →

Primeira Parte – Questão 14 – Artigo 7 – se o conhecimento de Deus é discursivo.

Num texto anterior, eu afirmei ousadamente que Deus não aprende, nem reflete. Refletir e aprender são duas características próprias de intelectos imperfeitos, criaturais, como o intelecto humano. Deus é e sabe no mesmo e perfeito ato. Ele sabe o que... Continue lendo →

Primeira parte – questão 14 – Artigo 6 — Se Deus tem conhecimento próprio dos seres diferentes de si mesmo. (2 de 2)

No texto anterior, nós vimos que São Tomás defende ferozmente o fato de que Deus não está acima do mundo, no sentido de que não lhe interessassem as distinções, as concretudes, as individualidades dos entes criados. Deus conhece e governa... Continue lendo →

Primeira parte – questão 14 – Artigo 6 — Se Deus tem conhecimento próprio dos seres diferentes de si mesmo. (1 de 2)

No artigo anterior, vimos de qual maneira Deus conhece as coisas diferentes dele mesmo. Ele as conhece em si mesmo, em sua essência, que mede, e não é mensurada, pela cognoscibilidade das criaturas. É fácil, pois, a partir daí, conceber... Continue lendo →

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