Estivemos discutindo, no tratado que acabamos de encerrar, a criação dos anjos. Sendo, como são, criaturas essencialmente espirituais, é fácil concebê-las como criaturas de Deus, imateriais, inteligentes, não sujeitas ao tempo e ao espaço, quase divinas em sua natureza. Mas... Continue lendo →
Os anjos não são. Só Deus é. Os anjos existem, isto é, são criados, chamados a participar do ser. Para tornar mais clara a noção de "participação no ser", tão essencial para Tomás, ele usa o exemplo do fogo: imaginemos... Continue lendo →
No texto anterior, vimos a hipótese controvertida de que um anjo não pode conhecer os outros anjos, e quatro argumentos objetores no mesmo sentido; Agora, postos os termos do problema, vamos à resposta sintetizadora de São Tomás. Ele vai iniciar... Continue lendo →
Vimos, então, no texto anterior, o estabelecimento do debate sobre o autoconhecimento dos anjos. A hipótese é a de que eles não são capazes de autoconhecer-se. Vimos os três argumentos objetores, o primeiro que cita o Pseudo-Dionísio, o segundo, que... Continue lendo →
Na questão anterior, estudamos muito pormenorizadamente o modo pelo qual o anjo conhece, sem aprender, mas recebendo seus conhecimentos das coisas diretamente de Deus. No presente artigo, estudaremos não mais o como, mas o que os anjos conhecem. Neste primeiro... Continue lendo →
Como os anjos conhecem? Se conhecer é ter em si a forma do conhecido, ou seja, sua species, como debatemos no texto anterior, como é que os anjos conhecem? Eles não são como Deus, que conhece porque concebeu todas as... Continue lendo →
Como é que os anjos conhecem o mundo? No último texto, usei uma analogia do compositor, do maestro e da plateia; o compositor conhece a sinfonia em sua alma mesma. O maestro a conhece pela partitura, antes mesmo de ouvi-la.... Continue lendo →
Se, no artigo anterior, debatíamos se o pensar do anjo era sua substância mesma; vale dizer, que aquilo que o anjo é, sua substância, se esgota em seu pensar, como a substância da estátua é o mármore esculpido, ou a... Continue lendo →
No último texto, conversamos sobre a questão da chamada "causa exemplar da criação". A hipótese controvertida, proposta para aquecer o debate, era a de que essa causa seria, platonicamente, algo distinto de Deus, e os argumentos objetores caminharam no sentido... Continue lendo →