A pergunta que estamos debatendo aqui é simples: Deus tem algum conhecimento sobre aquilo que não é? A hipótese controvertida inicial é que ele não pode conhecer de modo algum as coisas que não são. Vimos que há muitos sentidos... Continue lendo →
O ser é, o não ser não é. É o velho aforisma de Parmênides, que prendeu toda a escola filosófica eleata na imobilidade de um ser sólido, rígido, imutável e completamente fora de qualquer possibilidade empírica de conhecimento. Por outro... Continue lendo →
No texto passado, depois de algumas palavras sobre a importância de discutir a relação entre a inteligibilidade da criação e a inteligência de Deus, colocamos a hipótese controvertida inicial de São Tomás, de que o conhecimento de Deus não é... Continue lendo →
No esquema epistemológico de São Tomás, o conhecimento funciona assim: Deus pensa nas coisas, faz com que elas existam, e por isto as coisas têm uma inteligência, um sentido em si mesmas. Nós somos interpelados por estas mesmas coisas, e... Continue lendo →
Num texto anterior, eu afirmei ousadamente que Deus não aprende, nem reflete. Refletir e aprender são duas características próprias de intelectos imperfeitos, criaturais, como o intelecto humano. Deus é e sabe no mesmo e perfeito ato. Ele sabe o que... Continue lendo →
No texto anterior, nós vimos que São Tomás defende ferozmente o fato de que Deus não está acima do mundo, no sentido de que não lhe interessassem as distinções, as concretudes, as individualidades dos entes criados. Deus conhece e governa... Continue lendo →
No artigo anterior, vimos de qual maneira Deus conhece as coisas diferentes dele mesmo. Ele as conhece em si mesmo, em sua essência, que mede, e não é mensurada, pela cognoscibilidade das criaturas. É fácil, pois, a partir daí, conceber... Continue lendo →
Sim, Deus conhece seres diferentes de si mesmo. É a resposta enérgica de São Tomás ao questionamento colocado na hipótese controvertida, aqui debatida. Mas o seu conhecer é, como falamos no texto anterior, como o daquele maestro compositor, que conhece... Continue lendo →
Imaginemos um excelente maestro, que seja igualmente um genial compositor. Imaginemos que ele tivesse composto uma linda sinfonia, ao mesmo tempo simples e sofisticada, ao mesmo tempo extremamente simétrica em sua forma e tocante em sua emoção. Quando a sinfonia... Continue lendo →