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Ler a Suma Teológica

Um leigo lê a Suma Teológica num debate livre com São Tomás de Aquino.

Autor

Paulo Vasconcelos Jacobina

Jurista, leigo católico, doutorando em Família na Sociedade Contemporânea pela UCSal, mestre em direito econômico pela UFBa, especialista em direito sanitário pela UnB/Fiocruz, especialista em Família na Sociedade Contemporânea pela Fateo/DF, licenciado em filosofia, bacharel em direito e em teologia. Autor de "Direito Penal da Loucura" (ESMPU), "Cartas a Probo" (Ed. Comdeus), "Estado Laico, Povo Religioso" (Ed. LTr), "A Publicidade no Direito do Consumidor" (Ed. Forense) e algumas colaborações em obras coletivas, como "Bioética e Gestão em Saúde" (Ed. Intersaberes).

Os apetites ou inclinações são potências especiais da alma? Primeira parte, questão 80, artigo 1, parte 1 de 3.

1. Introdução. O universo é concebido de uma maneira curiosa: as coisas se relacionam. E mais, as coisas se atraem, como demonstra a lei universal da gravitação. E mais do que isto, elas parecem se encaixar e mesmo, diríamos metaforicamente,... Continue lendo →

A consciência também é uma potência ou capacidade humana separada? Primeira parte, questão 79, artigo 13, parte 3 de 3.

1. De volta. A consciência é, segundo o Catecismo, (citando a Gaudium et Spes 16) “o núcleo mais secreto e o sacrário do homem, no qual ele se encontra a sós com Deus, cuja voz ressoa na intimidade do seu... Continue lendo →

A consciência também é uma potência ou capacidade humana separada? Primeira parte, questão 79, artigo 13, parte 2 de 3.

1. Retomando. Como vimos no texto anterior, a discussão aqui é sobre a consciência, isto é, a reflexão que fazemos sobre nosso agir, antes, durante ou depois dos eventos, de modo a ponderá-lo com o bem. Estamos diante do fenômeno... Continue lendo →

A consciência também é uma potência ou capacidade humana separada? Primeira parte, questão 79, artigo 13, parte 1 de 3.

1. Introdução. Qual a diferença entre a consciência e a sindérese? O que são cada um destes dois aspectos da inteligência humana, tão difíceis de discernir? De um modo quase poético, e citando o documento Gaudium et Spes (parágrafo 16),... Continue lendo →

Será que a inclinação do ser humano ao bem, que chamamos de sindérese, é uma potência da nossa alma intelectual? Primeira parte, questão 79, artigo 12, parte 3 de 3.

1. De volta ao debate. Esta ideia da sindérese, isto é, de um hábito natural, alcançado sem esforço, pelo qual interiorizamos o princípio básico da razão prática, que deve determinar o nosso agir (o bem deve ser feito e perseguido,... Continue lendo →

Será que a inclinação do ser humano ao bem, que chamamos de sindérese, é uma potência da nossa alma intelectual? Primeira parte, questão 79, artigo 12, parte 2 de 3.

1. Retomando o tema. O extraordinário otimismo antropológico dos medievais reflete-se na Suma. E é herdeiro legítimo da tradição clássica. De fato, a sindérese, ou conhecimento inato dos primeiros princípios do agir, é a marca de uma antropologia que presume... Continue lendo →

Será que a inclinação do ser humano ao bem, que chamamos de sindérese, é uma potência da nossa alma intelectual? Primeira parte, questão 79, artigo 12, parte 1 de 3.

1. Introdução. Uma coisa, um fato facilmente observável, sempre me encantou: o fato de que os bebês recém-nascidos procuram mamar, e possuem os reflexos e movimentos necessários para fazê-lo, sem que seja necessário ensinar-lhes. É um instinto. O instinto está... Continue lendo →

O intelecto prático, que conhece para levar à ação, é uma potência diferente do intelecto especulativo? Primeira parte, questão 79, artigo 11, parte 3 de 3.

1. Retomando. Vimos, então, a explicação de Tomás no sentido de que o objeto do intelecto é a busca da verdade, e que é acidental, para ele, que esta verdade seja dirigida à contemplação ou à ação; assim, o fim... Continue lendo →

O intelecto prático, que conhece para levar à ação, é uma potência diferente do intelecto especulativo? Primeira parte, questão 79, artigo 11, parte 2 de 3.

1. Retomando. A consistência de qualquer modelo ético depende de que existam, de fato, ações humanas, isto é, que a vontade humana possa ser guiada pela inteligência; e que a inteligência não seja algo fragmentário, isto é, que, no fundo,... Continue lendo →

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