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Ler a Suma Teológica

Um leigo lê a Suma Teológica num debate livre com São Tomás de Aquino.

Autor

Paulo Vasconcelos Jacobina

Jurista, leigo católico, doutorando em Família na Sociedade Contemporânea pela UCSal, mestre em direito econômico pela UFBa, especialista em direito sanitário pela UnB/Fiocruz, especialista em Família na Sociedade Contemporânea pela Fateo/DF, licenciado em filosofia, bacharel em direito e em teologia. Autor de "Direito Penal da Loucura" (ESMPU), "Cartas a Probo" (Ed. Comdeus), "Estado Laico, Povo Religioso" (Ed. LTr), "A Publicidade no Direito do Consumidor" (Ed. Forense) e algumas colaborações em obras coletivas, como "Bioética e Gestão em Saúde" (Ed. Intersaberes).

Será que o autoconhecimento é naturalmente inato em nós? Primeira parte, questão 87, artigo 1, parte 4 de 4.

1. Retomando. Vimos, então, no texto anterior, o final da resposta de Tomás quanto ao problema do autoconhecimento, e é impressionante o modo pelo qual Tomás explica a relação entre a nossa corporeidade e nossa espiritualidade, entre a nossa existência... Continue lendo →

Será que o autoconhecimento é naturalmente inato em nós? Primeira parte, questão 87, artigo 1, parte 3 de 4.

1. De volta. Deus se conhece completamente. Nele, não há diferença entre ser e conhecer: ele é o único que pode dizer: penso, logo existo. Não há diferença entre as duas coisas. Os anjos também podem, de certa forma, dizer... Continue lendo →

Será que o autoconhecimento é naturalmente inato em nós? Primeira parte, questão 87, artigo 1, parte 2 de 4.

1. Retomando. Em grande medida, somos estranhos a nós mesmos. Sempre nos surpreendemos com nossas atitudes, nossas reações em situações inesperadas, nossos pensamentos incontroláveis. Os anjos se conhecem completamente, não há comportamento deles que seja capaz de surpreendê-los. Anjos não... Continue lendo →

Será que o autoconhecimento é essencialmente inato em nós, ou demanda um esforço de reflexão? Primeira parte, questão 87, artigo 1, parte 1 de 4.

1. Introdução. O autoconhecimento, entendido como a noção inteligente daquilo que somos, é um mistério. De fato, temos alguma intuição do que somos. Percebemos a nós mesmos. Mas um animal também pode se perceber: ele sabe que será afetado por... Continue lendo →

Nosso intelecto pode ter ciência do futuro? Primeira parte, questão 86, artigo 4, parte 3 de 3.

1. De volta. Quão importante é defender a capacidade do intelecto humano, sua possibilidade de conhecer as coisas, suas causas e até mesmo de participar da providência divina, antevendo as consequências em suas causas, para melhor administrá-las. É exatamente com... Continue lendo →

Nosso intelecto pode ter ciência do futuro? Primeira parte, questão 86, artigo 4, parte 2 de 3.

1. Retomando. O futuro a Deus pertence, diz o velho ditado. Mas a ciência seria de pouca utilidade se não pudesse dar algum tipo de estimativa para o futuro. Por outro lado, se o futuro fosse completamente previsível à ciência... Continue lendo →

Nosso intelecto pode ter ciência do futuro? Primeira parte, questão 86, artigo 4, parte 1 de 3.

1. Introdução. A ciência, com sua capacidade de dominar a natureza, sempre nos permitiu viver melhor, antecipar necessidades e até catástrofes, de tal modo a minorar dores e promover prosperidade. E isso é muito bom. Mas sempre houve também uma... Continue lendo →

Será que nós conhecemos aquilo que é temporário, contingente e passageiro? Primeira parte, questão 86, artigo 3, parte 2 de 2.

1. Retomando. Vimos, então, o paradoxo de ser uma criatura material que vive entre coisas materiais, e que portanto vive a sua própria contingência num mundo contingente, sua própria concretude individual num mundo concreto, e a natureza do intelecto como... Continue lendo →

Será que nós conhecemos intelectualmente aquilo que é temporário, contingente e passageiro? Primeira parte, questão 86, artigo 3, parte 1 de 2.

1. Introdução. Este debate sobre os limites e modos de conhecer do ser humano são excelentes. É preciso, de fato, conhecer os nossos limites e nosso modo próprio de conhecer, e isto nos evita muitos equívocos, e permite um melhor... Continue lendo →

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