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Ler a Suma Teológica

Um leigo lê a Suma Teológica num debate livre com São Tomás de Aquino.

Autor

Paulo Vasconcelos Jacobina

Jurista, leigo católico, doutorando em Família na Sociedade Contemporânea pela UCSal, mestre em direito econômico pela UFBa, especialista em direito sanitário pela UnB/Fiocruz, especialista em Família na Sociedade Contemporânea pela Fateo/DF, licenciado em filosofia, bacharel em direito e em teologia. Autor de "Direito Penal da Loucura" (ESMPU), "Cartas a Probo" (Ed. Comdeus), "Estado Laico, Povo Religioso" (Ed. LTr), "A Publicidade no Direito do Consumidor" (Ed. Forense) e algumas colaborações em obras coletivas, como "Bioética e Gestão em Saúde" (Ed. Intersaberes).

Será que a alma separada do corpo pela morte conhece as coisas em sua concretude individual? Primeira parte, questão 89, artigo 4, parte 1 de 3.

1. Introdução. O texto anterior concluiu com a comparação entre o conhecimento indistinto, confuso, que a alma tem do universo, por iluminação divina, após a morte. É uma notícia, um “saber sobre as coisas” por receber de Deus suas ideias... Continue lendo →

Qual é a relação que permanece entre as almas separadas do corpo pela morte e o mundo das coisas naturais, materiais? Primeira parte, questão 89, artigo 3, parte 2 de 2.

1. Retomando. Terminamos o texto anterior com uma pergunta: afinal, a morte nos desliga de qualquer relação com este mundo natural? Esquecemo-nos dele completamente? Ou continuamos mergulhados nele, acompanhando seus acontecimentos, adquirindo novos e mais profundos conhecimentos sobre ele? Não... Continue lendo →

Qual é a relação que permanece entre as almas separadas do corpo pela morte e o mundo das coisas naturais, materiais? Primeira parte, questão 89, artigo 3, parte 1 de 2.

1. Introdução. A perda do corpo, como já vimos, implica a perda de qualquer capacidade de experimentar empiricamente o mundo, de se relacionar com as coisas materiais, de descobri-las, de conhecê-las, em suma. Significa também a perda de toda a... Continue lendo →

Nossa alma separada do corpo após a morte pode vir a estabelecer relações com outros entes espirituais? Primeira parte, questão 89, artigo 2, parte 3 de 3.

1. De volta mais uma vez. Como vimos nos textos anteriores, a sobrevivência da alma humana, fragmentária como é, é percebida como um “dar-se conta de si mesma”, ter noção de que existe, e que existe como entidade individual, pensante... Continue lendo →

Nossa alma separada do corpo após a morte pode vir a estabelecer relações com outros entes espirituais? Primeira parte, questão 89, artigo 2, parte 2 de 3.

1. Voltando ao tema. A autopercepção é a chave. Essa “consciência de si mesmo” que ultrapassa, inclusive, a questão da memória. A memória está no corpo, depositada como um tesouro de vivências. Mas esse tesouro se perde com a morte,... Continue lendo →

Nossa alma separada do corpo após a morte pode vir a estabelecer relações com outros entes espirituais? Primeira parte, questão 89, artigo 2, parte 1 de 3.

1. Introdução. A sobrevivência após a morte não é a sobrevivência de uma pessoa, porque a pessoa humana é constituída pela plenitude da sua capacidade de relação, isto é, é corpo e alma. Mas é uma sobrevivência com identidade, com... Continue lendo →

Depois de mortos, nossa mente continua a funcionar? Primeira parte, questão 89, artigo 1, parte 3 de 3.

1. De volta. Sobreviver à morte significa sobreviver, de algum modo, à ruptura de todos os vínculos naturais, de todas as relações humanas. É fácil perceber isto; basta imaginar o seguinte: há algum modo de se relacionar com as outras... Continue lendo →

Depois de mortos, nossa mente continua a funcionar? Primeira parte, questão 89, artigo 1, parte 2 de 3.

1. Retomando. Que a alma sobrevive à morte, disso souberam não somente muitas religiões, mas até muitos filósofos, com argumentos acessíveis à razão. Já debatemos muito sobre isto em textos anteriores, então não é o caso de voltar. Mas é... Continue lendo →

Depois de mortos, nossa mente continua a funcionar? Primeira parte, questão 89, artigo 1, parte 1 de 3.

1. Introdução. Há dois pontos que precisamos estabelecer, aqui, muito claramente, porque Tomás é muito rigoroso quanto a isso: nossa alma não é uma pessoa; ela é a forma, a estrutura de um ente substancial que se caracteriza por ser... Continue lendo →

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