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Ler a Suma Teológica

Um leigo lê a Suma Teológica num debate livre com São Tomás de Aquino.

Autor

Paulo Vasconcelos Jacobina

Jurista, leigo católico, doutorando em Família na Sociedade Contemporânea pela UCSal, mestre em direito econômico pela UFBa, especialista em direito sanitário pela UnB/Fiocruz, especialista em Família na Sociedade Contemporânea pela Fateo/DF, licenciado em filosofia, bacharel em direito e em teologia. Autor de "Direito Penal da Loucura" (ESMPU), "Cartas a Probo" (Ed. Comdeus), "Estado Laico, Povo Religioso" (Ed. LTr), "A Publicidade no Direito do Consumidor" (Ed. Forense) e algumas colaborações em obras coletivas, como "Bioética e Gestão em Saúde" (Ed. Intersaberes).

Primeira parte – Questão 15 – Artigo 1 — Se as ideias existem.

Todos nós conhecemos a concepção filosófica de Platão: ele entendia que existia uma espécie de “mundo transcendente das ideias” onde o protótipo de cada coisa tinha uma existência mais real do que as coisas materiais que existem em nosso mundo.... Continue lendo →

Primeira parte – Questão 14 – Artigo 16 — Se Deus tem conhecimento especulativo das coisas.

Aquilo que São Tomás chama de “ciência” é um pouco diferente daquilo que hoje em dia designamos pelo mesmo nome. Hoje, consideramos como ciência apenas aquele conhecimento que implica algum grau de previsibilidade e controle sobre o fenômeno observado. Toda... Continue lendo →

Primeira parte – Questão 14 – Artigo 15 — Se os conhecimentos de Deus mudam.

Já afirmei anteriormente que uma noção interessantíssima que São Tomás nos traz é a de que Deus não aprende; ele já sabe, de modo perfeito, completo e cabal, simultaneamente e desde a eternidade, tudo o que há para saber. E... Continue lendo →

Primeira parte – questão 14 – Artigo 14 — Se Deus conhece os enunciados.

Dentre as coisas que compõem o modo humano de conhecer estão os raciocínios. E os raciocínios expressam-se mediante enunciados, que são orações, compostas de sujeito e predicado. Na linguagem de São Tomás, portanto, “compor e dividir” significa afirmar ou negar... Continue lendo →

Primeira parte – Questão 14 – artigo 13 — Se Deus conhece os futuros contingentes. (2 de 2)

No texto passado, estudamos a hipótese de São Tomás, que diz respeito à relação entre a contingência e o conhecimento de Deus. Como poderíamos imaginar que Deus soubesse de antemão sobre os futuros contingentes, e eles pudessem continuar contingentes? Como... Continue lendo →

Primeira parte – Questão 14 – artigo 13 — Se Deus conhece os futuros contingentes. (1 de 2)

Em que medida o fato de que Deus conhece tudo influencia em nossa liberdade? Será que Deus já sabe de antemão todas as decisões que tomaremos, os rumos que nossas ações terão, os acidentes e percalços que acontecerão conosco? Então... Continue lendo →

Primeira parte – Questão 14 – artigo 12 — Se Deus pode conhecer infinitos seres.

Quanto é o infinito mais um? Esta é uma velha brincadeira de criança que carrega uma certa intuição verdadeira: por definição, o infinito é aquilo a que sempre se pode acrescentar alguma coisa. Ou retirar alguma coisa. Existe também a... Continue lendo →

Primeira parte – questão 14 – Artigo 11 — Se Deus conhece as coisas singulares. (2 de 2)

No texto anterior, vimos como São Tomás defende veementemente o conhecimento direto de deus sobre as coisas materiais na sua singularidade, afastando-se daqueles que queriam ver oposição entre Deus e a matéria. São Tomás passa a enfrentar, agora, dois debates... Continue lendo →

Primeira parte – questão 14 – Artigo 11 — Se Deus conhece as coisas singulares. (1 de 2)

Há uma posição gnóstica, que reflete uma velha posição filosófica platônica, de que Deus e a matéria são opostos. Deus é bom, a matéria é má; assim, sendo fonte de toda incognoscibilidade, a matéria é obscura, impenetrável, ela é a... Continue lendo →

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