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Ler a Suma Teológica

Um leigo lê a Suma Teológica num debate livre com São Tomás de Aquino.

Autor

Paulo Vasconcelos Jacobina

Jurista, leigo católico, doutorando em Família na Sociedade Contemporânea pela UCSal, mestre em direito econômico pela UFBa, especialista em direito sanitário pela UnB/Fiocruz, especialista em Família na Sociedade Contemporânea pela Fateo/DF, licenciado em filosofia, bacharel em direito e em teologia. Autor de "Direito Penal da Loucura" (ESMPU), "Cartas a Probo" (Ed. Comdeus), "Estado Laico, Povo Religioso" (Ed. LTr), "A Publicidade no Direito do Consumidor" (Ed. Forense) e algumas colaborações em obras coletivas, como "Bioética e Gestão em Saúde" (Ed. Intersaberes).

Será que existe um mal supremo, que é causa primordial de todo o mal? Primeira parte, questão 49, artigo 3, parte 1 de 3.

Sempre houve, na história da humanidade, uma grande tendência ao maniqueísmo dualista, ou seja, a imaginar que há um princípio divino para o bem e outro para o mal, ou algum tipo de dualidade positivo-negativo, como o Yin-Yang dos orientais;... Continue lendo →

Pode-se apontar Deus, que é o sumo bem, como causa do mal? Primeira parte, questão 49, artigo 2.

Deus é bom. Mais do que isto; Deus é o próprio bem, como nos ensina a teoria dos chamados “transcendentais do ser”; sendo o próprio ser, ele é também o próprio bem. Mas no artigo anterior nós vimos que o... Continue lendo →

Em que sentido o bem pode ser causa do mal? Primeira parte, questão 49, artigo 1, parte 2 de 2.

No texto anterior, concluímos com a descoberta de que, das quatro causas da filosofia clássica, duas não se aplicam ao mal: a causa final, já que é próprio do mal ser um desvio do fim, e a causa formal, já... Continue lendo →

Será que o bem é causa do mal? Primeira parte, questão 49, artigo 1, parte 1 de 2.

Como surge o mal? Eis o que vamos descobrir nesta questão. Este primeiro artigo questiona a causa próxima do mal. De onde ele surge? Sendo o mal uma deficiência, como poderia ele vir do bem, que é uma perfeição? Mas... Continue lendo →

O que é mais propriamente caracterizado como mal, a pena ou a culpa? Primeira parte, questão 48, artigo 6.

Vimos, no artigo anterior, que o mal está propriamente na vontade, que é o apetite da criatura inteligente. E vimos que o mal, em sentido próprio, classifica-se em 1) mal de pena, conforme atinja o sujeito em seus atos primeiros,... Continue lendo →

Será que a divisão que classifica o mal em “mal de pena” e “mal de culpa” é suficiente para dar conta de todas as suas dimensões? Primeira parte, questão 48, artigo 5, parte 2 de 2.

É preciso meditar profundamente sobre a razão pela qual São Tomás colocou o estudo sobre o mal aqui, nesta seção sobre a criação, especificamente sobre a obra dos seis dias. É que o mal é uma realidade eminentemente criatural. Não... Continue lendo →

Será que a divisão que classifica o mal em “mal de pena” e “mal de culpa” é suficiente para dar conta de todas as suas dimensões? Primeira parte, questão 48, artigo 5, parte 1 de 2.

Para compreender bem este artigo, precisamos lembrar mais uma vez da doutrina dos "transcendentais do ser", e a sua relação com os seres inteligentes. Por esta doutrina, a verdade nada mais é do que o ser na inteligência, e o... Continue lendo →

Será que o mal aniquila totalmente o bem? Primeira parte, questão 48, artigo 4, parte 2 de 2.

No texto anterior, vimos os termos do debate a respeito da possibilidade de aniquilação do bem pelo mal. Vimos que a hipótese controvertida é a de que o mal, ao se apresentar, consome completamente o bem. Começamos, então, a estudar... Continue lendo →

Será que o mal aniquila totalmente o bem? Primeira parte, questão 48, artigo 4, parte 1 de 2.

Vimos, nos textos anteriores, que o mal é uma privação de um bem esperado, um não-ser relativo a um bem, que se instala no bem como um parasita, tendo o bem como seu hospedeiro, ou sujeito. Mas, ao apresentar-se assim,... Continue lendo →

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