Há uma posição gnóstica, que reflete uma velha posição filosófica platônica, de que Deus e a matéria são opostos. Deus é bom, a matéria é má; assim, sendo fonte de toda incognoscibilidade, a matéria é obscura, impenetrável, ela é a... Continue lendo →
Deus não é causa do mal, nem direta, nem indiretamente. Isto nos deixa com uma grande questão, que será discutida neste artigo por São Tomás: se Deus conhece todas as coisas em si mesmo, pelo fato de ser causa primeira... Continue lendo →
A pergunta que estamos debatendo aqui é simples: Deus tem algum conhecimento sobre aquilo que não é? A hipótese controvertida inicial é que ele não pode conhecer de modo algum as coisas que não são. Vimos que há muitos sentidos... Continue lendo →
O ser é, o não ser não é. É o velho aforisma de Parmênides, que prendeu toda a escola filosófica eleata na imobilidade de um ser sólido, rígido, imutável e completamente fora de qualquer possibilidade empírica de conhecimento. Por outro... Continue lendo →
No texto passado, depois de algumas palavras sobre a importância de discutir a relação entre a inteligibilidade da criação e a inteligência de Deus, colocamos a hipótese controvertida inicial de São Tomás, de que o conhecimento de Deus não é... Continue lendo →
No esquema epistemológico de São Tomás, o conhecimento funciona assim: Deus pensa nas coisas, faz com que elas existam, e por isto as coisas têm uma inteligência, um sentido em si mesmas. Nós somos interpelados por estas mesmas coisas, e... Continue lendo →
Num texto anterior, eu afirmei ousadamente que Deus não aprende, nem reflete. Refletir e aprender são duas características próprias de intelectos imperfeitos, criaturais, como o intelecto humano. Deus é e sabe no mesmo e perfeito ato. Ele sabe o que... Continue lendo →
No texto anterior, nós vimos que São Tomás defende ferozmente o fato de que Deus não está acima do mundo, no sentido de que não lhe interessassem as distinções, as concretudes, as individualidades dos entes criados. Deus conhece e governa... Continue lendo →